David J. Phillips

Autodenominação: Muinane, Muename, Muinana ou Muinani.

Outros Nomes: Muinane Huitoto, Nipode Witoto, Uitoto. Os Nüpode Huitoto e Murui Huitoto são classificados como o Murui-Muinani povo, anteriormente conhecido como Huitoto (BDPI 2015).

População: Na Colômbia: 100 (SIL 1991), 150 (2007), população ética 550 (SIL). 1.130 Huitoto no Peru (SIL). 1.864 dos dois povos (com Murui), do quais 1.109 com 14 anos de idade ou mais (O Censo de Comunidades Indígenas de la Amazonía, Peru, 2007).

Localização: Na Colômbia vivem no Departamento Amazonas, municípios Puerto Santander, ao sul do rio Caquetá e entre os rio Caqueta e Yari, ao leste dos Murui Huitoto ao sul da confluência dos rios Yari e Caguetá. Também no Departimento de Loreto Peru.

Língua: Muinane (SIL) ou Huitoto Nupode, a língua é considerada moribunda. As crianças aprendem a língua mas não a usa. Também usam Murui Huitoto e as duas línguas podem confundidas. Um dicionário e uma gramatica foram produzidos 1982, e porções bíblicas publicadas em 1961, Novo Testamento em 1981-2009 (SIL).

História: Os Murui Huitoto e os Muinane Huitoto-Nüpode são divisões do povo Witoto (Uitoto). Os Witoto em total têm uma população de acerca 8.500. Os Witoto próprios falam a língua Witoto com 4.500 a 5.300 indivíduos e vivem nos rios Orteguaza, Caquetá e nos Cara-Paraná e Igara-Paraná, afluentes do rio Putumayo. Os Ocaina, Bora, Miraña e Nanuya falam também línguas da família Witoto.

Em 1605 o padre Ferrer visitou o rio Putumayo, mas os Huitoto eram conhecidos por nome somente em 1695. Havia 23.000 no século XIX, porém a invasão dos seringueiros no fim do século e no princípio do século XX matou muitos e outros morreram devido às doenças introduzidas. A Casa Arana ou Peruvian Amazon Company do Julio César Arana del Águila era responsável pelo sofrimento dos índios. O Tratado de Salomón Lozano, assinado em 1922 por a Colômbia e o Peru, demarcou a fronteira na Amazonia entre os dois países, não satisfaz elementos no Peru e rebelaram e tomaram conta de Iquitos. O exército peruviano ocuparam território colombiano no rio Putumayo em 1932. Este conflito entre 1932-1933 envolveu forças navais nos rios e aviões e causou os Huitoto a transferir da Colômbia para o Peru. Depois da guerra os Huitoto se espalharam e ficaram distantes uns aos outros, especialmente com a queda do poder dos seringalistas. A SIL começou a trabalhar com os povos Muinane e Murui em 1955.

Estilo da Vida: Todos os povos Witoto têm os mesmos sistemas de subsistência. Abrem roças na floresta e cultivam mandioca em vinte variedades, com abacaxi, cacau, cana de açúcar, milho, inhame, papaia, batata doce,banana da terra, amendoim, manga, tabaco e coca. Os homens brocam e preparam as roças por coivara. As mulheres plantam. Muitos vezes eles consideram apenas dois plantios de cada roça, mas a roça deixada à capoeira ainda produz as frutas. É só cultivada de novo depois dez a vinte anos. Muitas famílias pode ter seis ou mais roças de diversas idades e plantação. Usam tipiti e um tipo de esteira para espremer o veneno da mandioca brava. Criam galinha e outros animais pequenos.

Os homens caçam com espingardas e zarabatana. Dizem que não usam o arco e flecha. A caça mais importante é macaco e caçam à noite com lanterna. A pesca é feita com redes, lança e timbó.

As malocas dos Muinane são de forma octangular com um telhado cônico com uma abertura na cume.

Sociedade: Os Huitoto vivem em grupos patrilineares e patrilocais, a esposa vem de outro grupos e o casal mora com os pais do marido. A aldeia consiste de uma ou mais malocas que abriga a família estendida. A aldeia pode ter entre 25 a 500 pessoas. A posição do chefe muitas vezes é herdada do pai, e um grupo de aldeias são associadas sob um chefe. Há evidencia de um sistema complexo e hierárquico, os segmentos patrilineares tendo status alto ou comum e ligados ao um animal, que eles 'cuidam'.

Artesanato: Vendem arroz, milho, amendoim, juta e rapé na cidade de Pebas (BDPI 2015).

Religião: Os Huitotos parecem aculturados à vida do mestizo, porém ainda creem nos espíritos. Os pajés usam uma bebida alucinógena para acertar qual é o espírito que causa a doença (SIL-Peru).

Cosmovisão: Os Muinane descrevem o cosmo habitado por muitos agentes supra-humanos, humanos e infra-humanos que são classificados em bases morais. Somente os 'Gente de Verdade', os próprios Minane e os que lhes são parecidos, são seres propriamente humanos com a capacidade de viver do modo como esses seres devem viver em termos morais.Todo aspecto da vida, cotidiano ou cerimonial contribua para a criação de tais pessoas. Os animais ou outros seres podem invadir a subjetividade do individuo para ele se comportar de uma maneira anti-social ou doente. O uso do tabaco produz instrumentos para expelir os agentes e substancias malignos. Um uso é no derrubar dos arvores é considerado 'guerra contra os arvores' e a coivara transforma os em cinzas para fazer a plantação crescer. Outro uso envolve a transformação 'moral' dos componentes de uma maloca ara a proteção dos moradores (Londoño Sulkin 2006).

Comentário: Trabalharam na língua Muinane: Clementina Pakky, Michael B.Maxwell, James W. e Janice P. Walton (SIL). Globalrecordings tem um áudio Palavras da Vida em Muinane.

Bibliografia:

  • BDPI, Base de Datos de Pueblos Indígenas u Originarios, Ministerio de Cultura, Perú, bdpi.cultura.gob.pe/pueblo/murui-muinani. acesso maio 2015.
  • LONDOÑO SULKIN, Carlos David, 2006, '"Falas" instrumentais, moralidade e agência masculina entre os Muinane (Amazônia colombiana)', Revista de Antropologia, vol.49 no.1 São Paulo Jan./June 2006.
  • SIL-PERU, 2014, SIL International – Peru, www.peru.sil.org/language_culture/family_Huitoto-Muinane
  • SIL 2014, Lewis, M. Paul, Gary F. Simons, and Charles D. Fennig (eds.). 2014. Ethnologue: Languages of the World, Seventeenth edition. Dallas, Texas: SIL International. Online version: http://www.ethnologue.com
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