David J. Phillips

Autodenominação: Maijuna pode ser traduzida como 'nós mesmos', o termo mai significa pessoa e juna o grupo. Para os Maijuna, este conceito também se refere aos corpos celestes, como o sol e a lua (BDPI 2015).

Outros Nomes: Orejón Coto, Koto, Mai Ja, Orechon, Oregon, Payagua, Tutapi (SIL). Dois nomes depreciativos são coto que significa guariba e orejón que significa orelha grande (SIL-Peru 2014).

População: 288, população étnica: 290 (Crevels 2007), 190 (II censo das Comunidades Indígenas da Amazônia Peruana de 2007).

Localização: Os Maijuna vivem nas margens dos rios Yanayacu, Sucusari, Algodón e Putumayo na região Loreto, Peru. Na Área de Conservación Regional (ACR) Maijuna-kichwa com 2.199.885,09 ha de florestas conservadas, 391.039,82 ha para a ACR Maijuna na margem esquerda do rio Algodón e na margem direita do rio Napo. A ACR foi aprovada pelo governo de Loreto em dia 4 de fevereiro 2012.

Língua: Orejón, que forma parte das línguas Tukano Ocidentais. Um dialeto: Nebaji (SIL). A geração mais nova tem abandonada a língua e muito da cultura e falam espanhol (SIL). Um dicionário e porções bíblicas foram produzidos entre 1967 e 1976 (SIL).

História: Antigamente os Orejones ou Maijonas andavam sem roupa alguma, deixavam o cabelo crescer e tinham o costume de inserir um botoque circular e grosso de madeira na orelha. Orejones significa orelhas grandes. Alguns colocavam um pedaço de pau no nariz. Eram especialistas em preparar o veneno usado por outros povos vizinhos. Antes da colonização os Maijonas moravam entre os rios Napo e Putumayo. No século XVII já foram envolvidos no sistema de 'encomiendas', no qual o rei da Espanha deu a um espanhol um número de indígenas para trabalhar de graça por ele, em extensão do sistema feudal e o senhor e seus vassalos. Missionários franciscanos em 1599, e jesuítas em 1637, penetraram a região. Em 1682 os jesuítas estabeleceram uma missão no baixo rio Napo. No século XVIII os franciscanos fundaram um número de aldeias entre sete povos Tukano no rio Putumayo. Em 1761 depois uma epidemia de varíola eles abandonaram as missões.

Durante o círculo de borracha, embora a extração não afetou diretamente o seu território, os seringalistas capturaram muitos Maijuna e os levaram ao rio Putumayo. Os Maijuna coletaram lenha para os navios a vapor , alem de trabalhar como seringueiros, especialmente nos seringais no mato entre os rios. Entre 1876 e 1891 acerca de 300 famílias dos Maijuna trabalharam para os 'patrões'. Depois do tempo da borracha, eles trabalharam na extração do leite da purma caspi (Batocarpus arinocense), madeira de rosa e peles de animais. No século XX eles serviram os soldados na Guerra com o Equador sobre a fronteira em julho de 1941.

Estilo da Vida: Antigamente os Maijuna vivia em malocas (haiue) abrigando diversas famílias, cercadas por casas pequenas como dormitórios. Estes grupos eram eram considerados autônimos vivendo no seu próprio território. As casas eram construídas perto das cabeceiras dos rios e espalhadas cerca de um dia de viagem dos outros grupos. Com o passar do tempo os Maijuna comeram a viver mais rio abaixo e adotaram uma mistura de arquitetura das suas casas. Porém as epidemias dos brancos causaram sua dispersão. Hoje em dia os Maijuna vivem em aldeias compostas de casas pequenas, próximas às outras para trocar bens ou serviços entre eles. Também esta organização facilita contato com outras comunidades. Os Maijunas praticam a caça, coleta, pesca e a agricultura de coivara. Recentemente os Maijuna se envolvem na pecuária, extração de madeira e serviço empregado. Os homens caçam e pescam e trabalhar com madeira, enquanto as mulheres trabalham na cultivação e nas cerâmica (BDPI 2015).

Sociedade: Os Maijuna são organizados em clãs patrilineares. O casamento é exogâmico do clã e a residencia é uxorilocal. O resultado é que o costume é para um homem se casar com uma moça do clã da sua mãe.

Recentemente a liderança dos dos Maijuna estabeleceu a Federación de Comunidades Nativas Maijunas (FECONAMAI) que representa da quatro comunidades para conservar o meio ambiente e a sua cultura e melhor a organização social. É ligada a Fundo de Conservação do Rainforest, para proteger uma área da floresta e outros projetos.

Artesanato:

Religião: O conceito mai, humano, é relacionado com as entidades celestiais como a lua e o sol, que representam o herói Maineno e seu filho. A pratica dos homens adultos de colocar no lóbulo da orelha um batoque redondo do centro da palmeira pintado branco com cal e decorado com linhas concêntricas. Isso identificam os Maijuna com os heróis. Os Maijuna consideram a jiboia perigosa por causa do seu espírito.

Cosmovisão:

Comentário: Missionários da SIL trabalhou entre os Maijuna de 1958 a 1976. O dicionário espanhol- maijuna ajudou preservar a língua, apostilas de leitura e estórias foram produzidas, e porções a Bíblia traduzidas.

Bibliografia:

indigenous peoples of Brazil
Relatorio DAI-AMTB IndigenasDoBrasil
Lista das Etnias Indigenas