David J. Phillips

Autodenominação: Waijiara ou Waijiaraye. ou Yutabopinõ.

Outros Nomes: Yuriti-Tapuia, Wahyara (DAI/AMTB 2010). Yuruti na Colômbia. Juriti é o nome das aves columbiforme (Leptotila) ou pomba. Juruti, Yuruti-tapuya, Luruty-tapuya, Yuriti, Juriti, Juriti-tapuia, Wai jiara masa wadyana, Wayhara, waimasá, Wadzana, Totsoca, Patsoka e Wajiraye.

População: no Brasil: 40 (DAI/AMTB 2010). Na Colômbia: 200-250 No Brasil: 35. Colômbia: 687 pessoas.

Localização: AM e no rio Vaupés na Colômbia. Seu território é em el Resguardo Parte Oriental del Vaupés. Alguns moram em Mitú e Araracuara para receber serviços de ensino e saúde. Vivem no alto rio Paca, afluente do alto Papurie os Caños Yi e Tui e nas áreas vizinhas do rio Vaupés na Colômbia.

Língua: O yuriti, também chamado de Juriti, yutiti-tapuia ou waijiara é uma língua tucanoane de ramo oriental, falado na Amazônia, Colômbia em Vaupés, ao longo do Caño Paca e o Caño Ti por 200-250 pessoas. 35 falantes no Brasil. Waijiara (SIL) 1.100 falantes na Colômbia (SIL 2011). Conforme o sistema exogâmico Tukano as crianças aprendem as duas línguas dos pais.

História: Os primeiros conquistadores da região do rio Vaupés da Colômbia foram Hernán Pérez de Quesada em 1538 e Philip von Hutten em 1541. Eles subiram o rio Orinoco do litoral atlântico a procura do El Dorado e descobriram o rio Vaupés. Os povos indígenas do alto rio Negro travaram seu primeiro contato pelo comércio intertribal dos artigos europeus. Os portugueses penetraram a região a busca de escravos (Cabalazar 2006.73). No século seguinte vieram os jesuítas em 1657 e os carmelitas em 1695. A região do rio Vaupés foi penetrada a partir de 1880 por missionários franciscanos vindo do Brasil. Concentraram os indígenas em aldeias de aproximado 2.000 pessoas. Houve revoltas dos índios entre 1910 e 1920. Ao mesmo tempo houve a expansão da extração da borracha, que resultou na exterminação da maioria dos indígenas. Em 1910 um decreto separou a região e estabeleceu La Comisaria del Vaupés. Na década depois padres monfortianos trabalharam na região, seguidos em 1943 por missionários protestantes.

Entre eles veio a norte-americana Sophie Muller em 1944 da Missão Novas Tribos que vivia entre os índios na região do Vaupés. Entre 1969 e 1970 os índios resistiram a opressão dos seringalistas pelo apoio dos missionários e terminaram sua exploração. Os guerrilheiros das FARC dominaram a região nos anos 70. O Departamento de Vaupés foi criado somente em 1991 com a constituição colombiana daquele ano.

Estilo da Vida: Praticam a horticultura de coivara, cultivando a mandioca brava. Pescam e fazem coleta dos fruto silvestres. Vivem em casas para uma família nuclear.

Sociedade: Casamento é exogâmico com outros povos tucanos, especialmente com os Siriano, Tukano e Bara, e a residencia é patrilocal. Um capitán é chefe do grupo e o pajé ainda tem prestígio dentro o povo. Têm um sistema de clãs.

Artesanato:

Religião: Tradicional. No Brasil - Cristão: 20%, evangélico 3%. Na Colômbia: Cristão 60% Evangélico 5%. Porções da Bíblia 1985.

Cosmovisão: Como os demais povos tucanos orientais têm o mito da canoa anaconda dos ancestrais, que subiu o rio Negro. Por isso a água é central na cosmovisão, e seus ancestrais, antes de adquiri uma figura humana eram 'peixe povo'.

Comentário:

Bibliografia:

  • DAI/AMTB 2010, 'Relatório 2010 - Etnias Indígenas do Brasil', Organizador: Ronaldo Lidório, Instituto Antropos -http://instituto.antropos.com.br/
  • HEMMING, John, 2003, Die If You Must – Brazilian Indians in the Twentieth Century, London; Pan Macmillan.
  • SIL 2015, Lewis, M. Paul, Gary F. Simons, and Charles D. Fennig (eds.). 2014. Ethnologue: Languages of the World, Eighteenth edition. Dallas, Texas: SIL International. Online version: http://www.ethnologue.com